SPIRAL TAPING OU TÉCNICA DO ESPARADRAPO

SPIRAL TAPING OU TÉCNICA DO ESPARADRAPO

                   
A spiral taping - ou técnica do esparadrapo, como também é conhecida - foi descoberta no Japão em 1984 pelo técnico em ortopedia e acupunturista Nobutaka Tanaka. 
                          Essa técnica consiste na colagem de fitas adesivas, sem medicamentos, sobre lugares específicos do corpo. De acordo com o local de colagem e com o formato da fita, será provocado um estímulo que vai ativar o sistema nervoso, havendo a liberação de substâncias que, além de relaxar os músculos, proporcionarão efeitos analgésico e antiinflamatório.
 
                         Por isso, a spiral taping é indicada principalmente para doenças como reumatismo, artrite, lesões originadas por práticas esportivas ou decorrentes de esforço repetitivo (LER), além de outros distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho. 

                         A colagem das fitas (sem medicamento) gera estímulos cutâneos que são levados ao cérebro pelas vias sensitivas e a resposta retorna pelas vias motoras e pelo sistema nervoso autônomo, o que melhora a circulação e regulariza o metabolismo e tônus muscular. A fita estimula pontos na pele, conseguindo um efeito semelhante ao estímulo da agulha na Acupuntura, o que torna a técnica uma alternativa para pessoas que têm aversão a agulhas.
 
                         Nobutaka associou, então, acupuntura, shiatsu, do-in, cinesiologia e biofísica para criar a técnica. A spiral taping é uma prática curativa, e não meramente paliativa. Pode, também, ser usada como um método preventivo por atletas ou pessoas que desejam evitar problemas de saúde decorrentes de práticas esportivas ou profissionais.
 
                         Os princípios são os mesmos da acupuntura. Ou seja: o toque do esparadrapo sobre a pele estimula pontos pelos quais flui a energia vital, redirecionando-a e equilibrando seu fluxo.
 
                         É interessante notar que as fitas adesivas não comprimem a pele; trata-se, na verdade, de um estímulo bastante suave, mas, de efeitos mais rápidos e intensos que os da acupuntura. Outra característica que diferencia a spiral taping da maioria das terapias é o fato de mesclar os conhecimentos das medicinas oriental e ocidental. Isso porque trata a parte física (músculos, articulações, inervações) e a energética, utilizando pontos e teorias de acupuntura para reequilibrar o fluxo de energia vital.

                            As fitas são estrategicamente colocadas na região a ser tratada, no sentido ou perpendicular às fibras musculares, com o propósito de corrigir fluxo energético. Assim, as fitas, de natureza não elástica, são coladas sobre a pele na forma de SPIRAL (fitas estreitas) ou CROSS TAPE (fitas em formas de retículos). Não é utilizado qualquer tipo de medicamento, apenas utiliza-se o esparadrapo comum, aplicado criteriosamente no sentido e locais adequados, após uma análise individual.
                       
                         A spiral taping é uma técnica indolor e não invasiva, aplicada duas vezes por semana, em sessões rápidas. O paciente fica com os movimentos livres e, depois de duas horas, pode lavar o local sem problemas. O tempo ideal de permanência das fitas é de três dias; após esse período, a pessoa deverá retornar à clínica para ser reavaliada pelo terapeuta.  
 
                        Qualquer pessoa, desde crianças até idosos, exceto bebês, pois sua pele é muito sensível. Em atletas, o Spiral Taping mostrou-se um excelente método de tratamento, tendo sua eficácia comprovada por diversos esportistas tratados nas várias academias .


                         Tal técnica apresenta uma melhora rápida ou imediata das dores musculares ou articulares causadas por sobrecarga, processos inflamatórios, contraturas, distensões, cãibras e edemas, dentre outros. 



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