Denomina-se Moxa um material com folha de Artemísia Vulgaris.
A moxabustão consiste em se tratar às enfermidades através do calor produzido por um bastão de moxa, feito com folhas secas de Artemísia moídas. A moxa é utilizada com a aplicação direta do pó de artemísia no ponto desejado.
Queima-se o cone do pó de cima para baixo até que o cliente perceba o calor na pele. Pode-se repetir as aplicações de três a cinco vezes, sendo comum também o uso de alho e gengibre entre a base do cone e a pele Aplica-se a moxa praticamente nos mesmos pontos utilizados pela acupuntura, mas só nos casos de desequilíbrios que têm origem numa deficiência de energia Yang ou de Ki em geral.
Mostra-se muito eficaz no trabalho de debilidades orgânicas, problemas musculares e ósseos, certas formas de artrite e distúrbios nervosos – todos provocados por excesso de Yin. Trata-se de um tratamento tonificante e como tal de aplicação não recomendável nos pontos de região da cabeça e do coração, bem como nas proximidades dos grandes vasos sanguíneos e órgãos sexuais.
Para que surtam os efeitos desejados é necessário o emprego da erva apropriada, a Artemísia. O tabaco e outras ervas não têm ação idêntica, nem tampouco o efeito térmico, conforme pesquisa e evidencias realizadas .
Moxa é um termo que deriva do português Mechia e do japonês Mogussa. Devemos lembrar que os jesuítas tiveram influência em várias partes da china, onde resultou que a palavra mechia foi usada no lugar de Jiu já que esta técnica lembra uma mecha queimando; e no Japão quando um francês estava aprendendo a técnica, ele perguntava ao japonês que o ensinava do que se tratava, este respondia que era mogussa uma erva usada pelos japoneses no lugar da Artemísia vulgaris. Como o francês não entendia do que se tratava, o japonês tentou explicar em francês, bustion, bustion; daí o termo se propaga como Moxabustão que é a soma de mogussa + bustion.
Conseguimos uma ação de variações elétricas e enzimáticas da pele, ao usar o estímulo do calor sobre determinadas áreas do corpo, ou seja pontos dermátomos e miótomos, e estes podem ser realizados de diferentes maneiras, moxa direta com cicatriz e sem cicatriz, moxa indireta isolada, com gengibre, com alho, com sal, com acônito, moxa cilíndrica ou bastão de moxa, agulhas aquecidas, caixa de moxa, e outros.
A Moxa consegue uma melhor resposta pois diferentemente da lâmpada de raios infravermelhos, ou de bolsas aquecidas, ela atinge os pontos e pode ser direcionada a pontos isolados.
A pele possui pontos receptores, distintos e com função reflexa, provados pela histologia; que captam o estímulo exterior, transmitido via fibras nervosas ao cérebro e por conseguinte aos órgãos. Esses receptores ligados com a sensibilidade e funcionando termicamente são os corpúsculos de Krause, os de Ruffini e as vias termo analgésicas.
E, ainda , temos o efeito do “raio Azul Sagrado” a que os médicos chineses referem, que descobriu-se ; - após o uso de filtros para o espectro de luz e emissão de gases-; que existe e assemelha-se a um ” raio laser vegetal” , que atinge até 3 cms.da ponta do bastão de Moxa.
Antigamente, as folhas de artemísia eram colhidas no fim da primavera e colocadas ao sol para secar. Posteriormente, eram moídas em minúsculos fragmentos semelhantes a fios de algodão. Esse material deve ser conservado numa caixa em local seco, pois sua qualidade aumenta à medida que o tempo passa.
Ela é uma ferramenta da MTC ( Medicina Tradicional Chinesa), portanto o profissional deve estar habilitado na teoria dos cinco elementos.E nos anos 70 foi criado um método de aplicação , que chamamos de clínico, facilitando o entendimento por parte dos profissionais ocidentais onde, promove uma melhoria sintomática em 70% dos distúrbios fisio metabólicos .
A Moxabustão quando bem utilizada, refere evidencias de boas respostas.