PARTO NATURAL

Parto Natural

 
PARTO NATURAL
            Entende-se por parto natural aquele realizado sem intervenções ou procedimentos desnecessários durante todo o período de trabalho de parto,
parto e o pós parto, e tendo a mulher gravida como protagonista. 

            Entretanto, existem uma série de denominações que acabam por confundir a cabeça da grávida ou parturiente; ouvimos: “parto humanizado”, “parto vaginal”, “parto normal”, “parto Laboyer”, “parto sem dor”, “parto na água”, e outros que as vezes até temos a impressão de parecerem natural, mas quando analisamos as intervenções excessivas, verificamos que são atos de violência contra a mulher parturiente.

           No parto natural, a saída do bebê ocorre pelo canal vaginal, sem qualquer intervenção cirúrgica. Tudo transcorre da maneira mais natural possível e com o mínimo de procedimentos, de modo a evitar causar mais dor, complicações e risco de infecções à mãe e ao bebê. Apenas quando, durante o processo do parto, existir uma real indicação para alguma intervenção, poderá ser realizado o corte na vagina, a colocação de soro na veia e a suspensão da alimentação, além de outros procedimentos.

           No parto natural, a mulher está ativa, assumindo e mudando de posições conforme seu corpo pede, com liberdade sem braços e pernas amarradas. Este é o parto mais antigo do mundo, praticado há séculos nas mais variadas culturas, e é importante frisar que, não porque é antigo que é melhor mas sim porque respeita a fisiologia do parto (que é encantadora e mágica).

              Existe uma diferenciação entre o parto normal (tradicional) e o parto natural, embora pareça a mesma coisa; o normal vem ocorrendo exatamente ao contrário de sua normalidade e naturalidade fisiológica, com diversas intervenções desnecessárias, mas realizadas ( episiotomia, raspagem dos pelos, lavagem intestinal, colocação de soro na veia, proibição da presença de acompanhante, ficar em repouso na cama hospitalar, e outras ações mais que causam sofrimento, dor, e o risco de inúmeras complicações à mulher e ao bebê. São essas diferenças de ações e procedimentos que diferenciam um parto Natural de um considerado normal.

           As necessidades da mulher devem protagonizar as atitudes e condutas profissionais dos atuantes dentro do cenário do parto ; as intervenções e procedimentos são bem vindos sim, mas quando há real indicação destes, só neste instante a equipe de profissionais da saúde deve agir a favor da mulher e do bebê, e não porque esta seguindo procedimentos padrão. O respeito ao tempo, aos anseios e expectativas da mulher, aos limites da fisiologia do parto, dos procedimentos do bebê e da mulher são importantes e baseiam-se em evidências fisiológicas, e não mercantis ou de agenda da mãe que deseja “escolher a data” ou do médico que precisa “encaixar” no melhor aproveitamento de equipamento do hospital. 

              O parto é uma rotina fisiológica, e não rotina do manual de procedimentos. 

              Entendemos sim, que os profissionais precisam resguardar direitos e deveres, assim como entidades (hospitais, clínicas e maternidades) mas entendemos também que parto não é sinônimo de cirurgia ou patologia. Parto é parir, e parir é expelir do útero, e não arrancar do útero.

              As intervenções da Medicina são extremamente úteis e necessárias, alias é por elas que milhares de pessoas são salvas diariamente. Entretanto, gravidez não é doença e parto não é cirurgia, somente se fizer necessário. Da mesma forma que urinar é fisiológico, só é necessária a intervenção médica se este não ocorrer.

             Chamar a parturiente pelo nome, e não por mãe- até parece uma punição ou castigo por ter engravidado -, dar as devidas explicações do que esta ocorrendo a cada momento e suas devidas orientações, isto promove segurança e tranquilidade, fazendo com que mente e corpo ajam em uníssono, desviando dos medos ligados ao desconhecido, aliás, se não deseja dar explicações e orientações, nem deveria ter entrado na área da saúde.
    
              O parto Natural ( que é o vaginal sem interferências desnecessárias e agressivas à mulher e ao bebê), tem inúmeras vantagens sobre a cesariana, por isso é importante que se entenda a fisiologia do parto, tanto o corpo da mulher como o do bebê estão preparados, aptos e precisam desse rito: o parir. A recuperação é extremamente rápida, a chance de infecções, hematomas, intercorrências e complicações para a mulher e bebê, são menores. Basta conferir números e índices. 

              As crianças nascidas de parto Natural tem maior resistência imunológica, menor índice de rinites, são mais corajosas, menor número de crises alérgicas, menos viroses, pulmões em 95% dos nascimentos estão completos, não necessitam de UTI neonatal e outros mais.

             Parto Natural não é sinônimo de dores fortes e selvageria , existem técnicas e atitudes que aliviam e muito os incômodos, quando da avaliação do médico, durante as contrações, sobre a dilatação pode ser aplicada a analgesia em caso de dores intensas.

 
             O Parto Natural é repleto de simplicidade, paciência, tranquilidade, respeito mútuo entre os envolvidos – profissionais , parturiente e bebê -, e isto pressupõe também o conhecimento cientifico e fisiológico do parto, e a figura principal deste enredo é a mulher.

              Este é o Parto Natural.
                                   
Share by: